Quantos desvios são capazes para tirar você da rota de “cura”?
- Izabelle Ferreira Trombino

- 16 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de mai. de 2025
Aqui, falo sobre as faltas na análise, a inibição, a necessidade de isolamento, as escolhas e as repetições equivocadas presentes em todos os seres humanos que buscam crescer.
A quantidade de “desvios” que podemos fazer da nossa rota de crescimento depende de muitos fatores — entre eles, o autoconhecimento, o apoio que temos, a gravidade das feridas que carregamos e a nossa resiliência. Em alguns momentos, os desvios são naturais; em outros, são autoenganos.
O processo de cura raramente é linear. Recaídas, retrocessos ou momentos de estagnação fazem parte. Porém, ter consciência do desvio importa muito. Quando conseguimos reconhecer que nos desviamos, já estamos dando um passo para retornar ao caminho e reconhecer os equívocos.
A profundidade do desvio pode ser muito significativa, uma vez que um único desvio pode nos afastar de quem gostaríamos de nos tornar.
A cura não tem um destino fixo; ela é parte de um processo contínuo de reconciliação consigo mesmo. Portanto, os desvios podem ensinar algo e, paradoxalmente, fazem parte da cura.
Falte na análise, respire e retome na semana seguinte. Enfrente o medo de dizer que talvez não estava confortável em se ouvir, de reconhecer alguns pensamentos e decisões que, por vezes, te atrapalham. Erre, e aceite que a condição de humano, enquanto alguém que vive e se aventura, depende de muito ensaio. Porém, não se esqueça de aprender. Usar os erros como justificativa para não mudar pode ser um vício perigoso.
Na vida, aperfeiçoar a percepção que se tem de si mesmo é um desafio sutil, trabalhoso e repleto de incertezas. Mas é fundamental saber onde se quer chegar e o que você deseja vir a ser como sujeito no mundo.



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